Isabel dos Santos, outrora considerada como “a mulher mais rica de África”, assegurou durante uma entrevista concedida à BBC Africa Daily, nesta terça-feira, 17 de Dezembro, que nunca usou fundos do governo para enriquecimento pessoal, e que toda a sua fortuna adquirida é fruto do seu trabalho ao longo dos anos.

Ao longo da conversa, a filha do antigo Presidente angolano José Eduardo dos Santos, esclareceu que nunca recebeu nenhum tipo de empréstimo ou uma bolsa do governo para construir suas empresas.
“Não, não vi. Minhas empresas não foram financiadas pelo governo, nunca recebi subsídios do governo angolano, um empréstimo estatal nem uma bolsa estatal. Nunca recebi financiamento estatal para construir o meu negocio”, começou por esclarecer a empresária.
Questionada sobre a razão do seu pai ter-lhe nomeado para ficar no comando da companhia petrolífera estatal angolana Sonangol, mesmo tendo várias pessoas em Angola com qualificações para este trabalho em particular, Isabel salientou que foi convidada pelo Ministerio das Finanças para dar alguns conselhos estratégicos, em que tinha entendimento, apesar de não ter sido perita em petróleo.
“Se olharmos para os preços do petróleo há uma queda histórica muito significativa em 2014 e 2015, que criou um efeito de ondulação no sector petrolífero de Angola tornando muito difícil angariar dinheiro do petróleo como antes. Fui convidada pelo Ministerio das Finanças para dar alguns conselhos estratégicos, em que eu tinha algum tipo de entendimento sobre a indústria. Então, tenho um conhecimento particular de dar a volta por cima as empresas que não estão a ir bem, que passam por um um momento difícil e precisam de ser mais eficientes e leva-las à eficiência e, é isto que eles estavam à procura”.
Já no seu perfil do Instagram, Isabel dos Santos, frisou que a juventude africana, empresários, e empresas podem impulsionar o crescimento do continente, criar empregos, vidas melhores e desenvolvimento sustentável.
“Nós somos a geração da mudança. Tal como os nossos avós antes de nós que lutaram na revolução colonial. Somos iluminados, capazes, expostos e educados e, acima de tudo temos um senso de identidade e conhecimento. Temos respeito e orgulho da nossa própria cultura. Nós somos capacitados. Juventude africana, empresários africanos, empresas de propriedade africana, podem impulsionar o crescimento do nosso continente, criar emprego, vidas melhores e desenvolvimento sustentável. Paz e prosperidade, para fazer da nossa terra natal um ótimo lugar para se viver”, lê-se.


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